Uma reunião entre os dirigentes de cada continente do mundo fechou neste domingo, informalmente, um acordo para a maior expansão da Copa do Mundo em sua história. A partir de 2026, serão 48 seleções, e não 32 como no modelo atual. A decisão vai ser confirmada na terça-feira, em Zurique, abrindo o caminho para uma explosão na renda da Fifa. Nos próximos meses, porém, uma disputa acirrada será estabelecida para determinar quem ficará com as vagas.

Na terça, em Zurique, a Fifa votará a maior expansão do torneio em seus quase cem anos. Ninguém esconde que a motivação seja financeira. Com novas seleções, a entidade teria uma renda elevada a um recorde de R$ 21 bilhões (US$ 6,5 bilhões). Em comparação ao Mundial da Rússia, o aumento seria de US$ 1 bilhão e 35% acima do que obteve na Copa de 2014 no Brasil.

A própria entidade admite que a qualidade do futebol vai sofrer e vem recebendo críticas da atual campeã do mundo, a Alemanha.

ESTRUTURA – No total, 80 jogos seriam disputados. Mas a Fifa promete que pode realizar o torneio no mesmo período que o atual modelo, com 32 dias. Aos clubes, a entidade também promete não aumentar o número de dias com atletas cedidos às seleções e que, no total, um time que chegue à final disputaria apenas sete partidas. Esse é o mesmo número do atual modelo de Copa.

Questionado pelo Estado de S. Paulo se haveria já um acordo, Gianni Infantino, presidente da Fifa, desconversou. “Vocês ouviram a nova proposta?”, disse. “Uma Copa com 64 times”, brincou. O suíço também tem sua credibilidade colocada em risco. Se o projeto passar, ele demonstrará que tem legitimidade e que sua promessa de campanha tinha apoio. Mas se fosse derrotado, poderia ter sua posição seriamente enfraquecida em uma entidade que ainda não se reergueu.

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