Foto: Dida Sampaio/Estadão
Foto: Dida Sampaio/Estadão

Redação 96FM

Geddel Vieira Lima (PMDB) passava informações privilegiadas para que grupos obtivessem vantagens na obtenção de empréstimos na Caixa Econômica Federal, segundo investigações. O ex-ministro de Michel Temer foi vice-presidente de pessoa jurídica da Caixa entre 2011 e 2013. A a operação “Cui Bono”, que em latim significa “a quem beneficia?”, revelou que Geddel era braço-direito do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) em um esquema para liberar empréstimos fraudulentos para empresas. A residência de Geddel em Salvador foi alvo de busca e apreensão de mídias e documentos na manha desta sexta-feira (13).

Empresas suspeitadas de pagamento de propina teriam sido beneficiadas pelas informações prestadas por Geddel. Durante a operação “Catilinárias”, deflagrada no dia 15 de dezembro de 2015, celulares foram apreendidos na casa de Eduardo Cunha. Nos aparelhos havia mensagens de Geddel que foram classificadas como informações privilegiadas pela PF. Uma das mensagens dizia  ‘já tinham saído votos favoráveis às operações da Marfrig, de que os valores estavam liberados’.

Além do ex-ministro e do ex-deputado, são investigados, o ex-vice-presidente da Caixa Fabio Cleto, que delatou o esquema na Caixa, e o operador do mercado financeiro Lúcio Bolonha Funaro. Empresas também são investigadas por suspeita de pagamento de propina em troca de informações, são elas: BR Vias, Oeste Sul Empreendimentos Imobiliários, Marfrig, J&S Investimentos, Bertin, JBS Comporte Participações, Big Frango e Digibras.

Segundo matéria do Estadão, Marcos Antônio Molina dos Santos, executivo da Marfrig, repassou R$ 469,5 mil à Viscaya Holding, de Lúcio Funaro, que seria um dos captadores de propina para Cunha. O executivo da empresa que pleiteava a liberação de empréstimos também está sendo investigado. Marcos Roberto Vasconcelos, ex-vice-presidente de Gestão de Ativos da Caixa, também foi alvo da operação, a PF realizou buscas em um de seus imóveis.

Henrique da Vigan (Vice-Presidência de Atendimento e Distribuição da Caixa) também é citado nas mensagens e investigado, Geddel e Cunha mencionaram pendências de análise do “Henrique” nas conversas. A vice-presidência de Tecnologia da Informação da Caixa também foi alvo de buscas.

Lucio Vieira Lima. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Além disso, o  juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10.ª Vara Federal, em Brasília, autorizou a quebra dos sigilo bancário, telefônico e fiscal de todos os envolvidos, com a medida mais provas contra suspeitos podem aparecer. A operação apura crimes de corrupção, associação ou organização criminosa e lavagem de dinheiro.

 

O deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB), irmão de Geddel também foi alvo da investigação, no entanto o pedido de busca e apreensão na casa do parlamentar foi negado pelo juiz pelo fato de Lúcio possuir foro privilegiado.

A integra da decisão da Justiça foi disponibilizada

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