Gramado ruim, fara de gerador

Até segunda ordem, a cidade de Riachão do Jacuípe não receberá mais jogos da atual edição do Campeonato Baiano. Após as ocorrências na partida do Jacuipense com o Bahia – problemas na iluminação e má condição do gramado –, a Federação Bahiana de Futebol (FBF) decidiu transferir o mando de campo do Leão do Sisal para Pituaçu por tempo indeterminado.

A FBF disse ter passado uma série de exigências à prefeitura de Riachão, que terá de solicitar uma nova vistoria por parte federação para que o estádio seja liberado. Segundo a entidade, o gramado do Eliel Martins estava em bom estado no momento da última vistoria antes da partida, há cerca de 20 dias, mas foi prejudicado pelo excesso de treinos do time da casa desde então.

O presidente da FBF, Ednaldo Rodrigues, fala em “quebra de confiança”: “O Coronel Diniz (responsável por fazer as vistorias dos estádios) disse que o gramado não poderia receber nenhuma outra atividade até a partida, para que não fosse desgastado. Falamos com o secretário de esporte, que se comprometeu a não usar o estádio. Por isso, liberamos. Mas parece que ele (secretário) cedeu à pressão da equipe”.

Secretário de esporte de Riachão, Gilberto Oliveira disse não ter recebido nenhuma recomendação para que o estádio não fosse usado. Ele disse que a equipe usou regularmente o campo nas duas primeiras semanas de janeiro – antes, portanto, da vistoria –, e que depois passou a usar em menor escala, em média duas vezes por semana.

“Pegamos o campo no início do ano completamente seco, e começamos a trabalhar nele para o Baianão Mas percebemos que, com o time trabalhando lá todos os dias, não ia ter como recuperar nada. Foi por isso que pedimos para treinarem menos”, disse.

Houve um trabalho tático do time lá na tarde de terça-feira, véspera do jogo com o Bahia, e até um pedido da para usá-lo ontem, após a polêmica. “Tivemos que conversar com Felipe (Sales, presidente do Jacuipense), porque queriam usar até para treinar em dois turnos”, completou Oliveira.

O secretário garante ter alertado a FBF no momento da vistoria de que, por conta do pouco tempo de recuperação e do estado em que foi encontrado, o gramado não ficaria em condição ideal antes da partida. Ainda assim, a federação teria liberado.

Oliveira, porém, defendeu a Jacuipense relatando a dificuldade do clube de encontrar local para treinar na região, motivo da insistência em usar o Eliel Martins. Segundo ele, em Riachão só existem mais dois campos, ambos society. Nas cidades vizinhas, de Conceição do Coité e Tanquinho, os gramados também não se encontram em condições aceitáveis. E em Pé de Serra, o campo não tem as dimensões oficiais.

O secretário disse que precisará de ajuda para recuperar o gramado, mas se mantém confiante: “É uma situação muito difícil, porque aqui em Riachão tudo está muito seco, as pessoas estão sem água. Já conversei com Felipe (Sales) de que teremos que tomar algumas providências juntos. Acredito que, com todo mundo ajudando, em 15 dias podemos resolver os problemas”.

Veja mais na reportagem de Vitor Villar no A Tarde

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