Tiago Marques | Redação 96FM

Uma equipe da Azul Linhas Aéreas, liderada pelo diretor de expansão da empresa Ronaldo Veras, desembarcou em Guanambi no fim da manhã desta quarta-feira (15) para vistoriar as condições do Aeroporto Isaac Moura Rocha e reunir com o prefeito Jairo Magalhães.

Técnicos de diversos setores da empresa vistoriaram todas as áreas do aeroporto, ao final da vistoria eles deram os pareceres prévios da situação encontrada. A empresa se mostrou inteiramente disposta a operar voos em Guanambi, necessitando no entanto que alterações sejam realizadas para que o local esteja apto a receber as aeronaves, bem como a regulamentação junto aos órgãos de controle.

O novo terminal construído foi bem avaliado pelos técnicos do setor de terminais de passageiros, sendo sugeridas pequenas mudanças para atender à empresa. Quanto ao entono, a empresa identificou necessidade de melhorias na cerca e a ampliação da altura do muro lateral para impedir que animais e pessoas invadam a pista, garantindo a segurança dos pousos e decolagens. Outra mudança deverá ser no posicionamento do posto de abastecimento de combustível que precisará ser reinstalado em outro local.

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A parte do aeroporto que necessita de maior investimento é a pista que não encontra-se em condições de receber os aviões. O diretor de Terminais e Aeroportos da Secretaria de Infraestrutura do Estado da Bahia (Seinfra), Denison de Oliveira disse que assim que  a Azul der seu aval definitivo, a licitação para reforma da pista será lançada. Pelo menos R$5 milhões. O diretor acordou com o prefeito Jairo Magalhães uma reunião com representantes da ANAC em Brasília nos próximos meses. O Estado da Bahia já é o administrador do aeroporto pelos próximos 35 anos.

Entrando em operação, a Azul pretende operar voos regulares para atender a demanda de cerca de 1,2 milhões de habitantes de 61 municípios que teriam Guanambi como opção mais próxima de linhas aéreas. Segundo Ronaldo Veras, os locais mais prováveis para os primeiros voos são Belo Horizonte e Salvador. Os aviões que devem atender a demanda é do modelo ATR-72, turboélice com capacidade para 70 passageiros.

Morros como Obstáculos

Atualmente, os pousos e decolagens de aviões que precisam utilizar mais de 800 metros de pista para pouso e decolagem estão proibidos no aeroporto. O boletim NOTAN da Agência Nacionais de Aviação Civil considera os cinco morros do entorno do aeroporto obstáculos que podem comprometer a segurança de aviões de médio e grande porte. A pista tem 1700 metros no total.

Questionado sobre o impedimento, Denison Oliveira considerou que o problema pode ser resolvido com uma nova vistoria e se mostrou confiante no início da operação do aeroporto nos próximos meses.

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